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sábado, 16 de abril de 2011

193/2008 - Milonga

27/10/2008
Perdi meus olhos na noite
Onde contemplava a história
Nela estava contida
Toda nossa trajetória

Meu livramento me prende
A obscena sepultura
Lateja por dentro a sede
Da mais louca loucura

Desfaço-me para esquecer
O que ainda há por vir
Todos nós temos o poder
De construir e destruir

Preparo-me para uma longa
Caminhada que vejo pela frente
Sou preso como mi longa
Que volta todas as vezes

Meu ponto de partida me espera
Simplesmente na rede adormeço
Já tudo vivido é balela
Desse caso mais entristecidos

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