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domingo, 17 de abril de 2011

206/2008

02/11/2008
Os sons estão vindos de longe
A luz do sol clareia meu quarto
Por entre lençol me escondo
Penso mais logo me desespero

Tudo para me é um tédio
Compliquei meus dias findos
Na busca inconstante de remédio
Vão se indo os meus dias idos

Tolo eu permaneço a ficar triste
O mundo inteiro não para
Estar sempre nesse frenesi fervilhante
Todos os dias constantes

Algumas pessoas é que estão inertes
Alguns na tristeza que rompe o peito
Solidão, recusa, desamor são itens
Que procuram para esclarecer seus defeitos

Como de nada existisse na multidão
Outros trancados ficam na escuridão
Na simples conduta de sair da solidão
O pré-texto de encarar o mundo lá fora

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