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domingo, 17 de abril de 2011

213/2008

05/11/2008
Acalma-me minha alma triste
Dentro desse bolo de carne vive
Toda esperança que persiste
Por toda força sobreviver

Tentar padecer de nada resolverá
Andar no fluxo do destino
Procurando vida sem implorar
Dessa trágica ópera desconhecida

O sábio anda pronto para um sim e um não
Palavras libertarão todos os gestos
Na prática nem terá solução
Dos fatos escritos nos contextos

Tirar um peso de um
Dos quem os detém
O mal que conhecem
Dos que deles duvidam
Simplesmente se aborrecem

Acalma as dores do meu corpo
Nele há sempre esforço
De recomeçar tudo de novo

A figura do meu rosto mudou
A velhice está em plena manifestação
Que a natureza por fim acentuou

Os brancos dos cabelos
O cansaço do esqueleto
Gostaria de não ter-los

Temos que admitir
Tudo na vida morre
Como deixar de mentir?

O alimento veio da terra
Nossos corpos foram alimentados
Como há cada um das feras

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