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quarta-feira, 13 de abril de 2011

147/2008

30/04/2008
Descanso merecedor do corpo
Que no esforço contínuo diário
Desmanchava-se em sopro
Na lavagem de um banho

A água penetra nos poros
Como numa boca bebe
Momentos tão raros
Que sempre sucede

Vagarosamente deixando cair
Sobre a cabeça e todo corpo
Como numa cachoeira a curtir

Levemente passa
Xampu e sabonete
Nada ultrapassa
Barba com gilete

Toalha no abraço
Braços da amada
Dia de graça
Seguindo, pensando em nada

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