Fim do ano de 1980
Essas são as primeiras poesias que fiz nos anos 80. São simples e ao mesmo tempo sem pé nem cabeça, estava eu na flor da idade quando comecei a entender esse cruel mundo(ou de pessoas cruéis)... Via o meu discurso com amor e paz(tempo dos ripes). Tudo era só alegria e paz...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pingo de sangue

De repente um pingo corta o céu
Nele fere deixando um rastro
Que cai do alto que desce
Ao solo da terra que germina
Nasce algo que cresce
Que estar a crescer
Cada um vem mais alto
Será a semente do mal
Mais tarde ao saber
Aquilo cresce e cresce alto
No cansaço a luta
A grande fúria
Morrendo... morrendo
Volta ao seu lugar
Meninas do sertão

Talvez fosse meu amor
Que queria amar
Talvez por um pudor
Que gostasse total de me
Diz-se que é fatal
Para o amor para te
Agora chore
Não vou te amar
Nem tão pouco
Para pedir
Para me amar
Transar Do Que Eu Tenho Ley
Era tu que todos os dias
Passava cheia de graça
Fazendo-me sorrir?
Que todos os dias
Fazia-me bilhetes de amor
Dizendo que queria me amar
Era tu que sonhavas
Que comigo iria me amar
De tal forma
Para você casar-me
Se for tudo isso
Que pensa e afirma
Eu e você em qualquer hora
Quero contigo transar
Do que tenho para te
Satisfazendo teus desejos
Estou aqui para te amar
Meus rascunhos preferidos

As horas passam
E você não está aqui
Do meu lado
Beijo teu retrato
Beijo-a em soluços
Encantados
Esquecidos
Meus rascunhos prediletos...
No terrível sistema
Há um terrível satélite
Quem irá nos matar
Cuidado, você poderá amar!
A Jocicléia

Para que serve a vida
Que não pode se viver
Se me o pensamento dela
Machucando o meu bem querer
Choro por ter te perdido
Choro por não ter seu amor
Entre meu cantar

Quero pisar esse chão
Que derrama lágrimas de luzes
Choro contente
Com que vai acontecer
Quero voar feito pássaro
Que nunca soube voar
Sou do espaço que piso
Vivendo do meu sorriso
Que na minha cidade
Faz-me renascer
O meu verdadeiro paraíso
Entre meu cantar e o meu riso
Ferindo e pedindo
Socos e palavrões
São dados em milhões
De toda forma casual
Cada vez mais anormal
Respiram-se sentem que fere
E que tudo estar ferido
A pessoa amada que pede
A discórdia nesta vida
Se for bem mais capaz
Fazem as malas e saem
Por falta de amor
Não se satisfazem
Quando voltam para casa
Pedindo, perdoar e o calor
Tudo se faz pedindo
Ferindo todo amor
Minha Amada

Vem sentir esse amor
Tem algo que você não ouviu
Palavras que não sentiu
Não espere um grande amor
Não me deixe louco
Na vontade de te amar
Ó te peço amor
Vem sentir que eu te amo
Tem algo que não viu
É a parte mais linda
Que não fiz sentir
Em teu coração
Tem vozes que não ouviu
No meio de tudo
É que estou numa boa
Não falo com quem quero
Nem ligo, não fico a toa
E de te nada porem espero
A minha vida é correr
Procurando a paz e o amor
Faço tudo para não sofrer
Com a vida vou vivendo
Meu sofrimento
Vivo sozinho neste mundo
Sem amor sem ninguém
Choro a minha vida é chorar
Sempre pedindo alguém
Para me ajudar
Choro às vezes sem motivo
Do meu gemido a um pavor
Que germina todo meu ar
De repente um sorriso
Que nem sei como explicar
Sonho que alguém
Vem me gritar
E diz quase tudo
A quase toda eu vivo a chorar
Sério absoluto

Essa revolta do meu hino
Que provoca as pessoas
Seria até normal
Só é apenas o meu estilo
Neste mundo desigual
Esse mal que me faz
A cada dia, a cada noite
Toda hora se traz
Esse cério absoluto
Vão se perder no ar
Será tarde de mais
Porque chorei
Deste meu cério absoluto
Um algo assim

Às vezes vem esse desprezo
Que domina tudo de me
Quase como se fosse preso
Por falar algo assim
Talvez esse algo melhor
Tendo como mais consciência
Com isso poder teus olhos
Que canta a paz e o amor
Traz dentro do peito
Mas, que torna a falar
Como todos os sujeitos
Na palavra que ama
Meu sofrimento

Vivo neste mundo
Sem ninguém
Choro minha vida é chorar
Sempre pedindo alguém
Para me amar
Choro às vezes sem motivo
Do meu gemido a um pavor
Germinando no meu ar
De repente um sorriso
Que nem sei como explicar
Sonho que alguém
Vem me gritar
E diz quase tudo
A quase toda eu vivo a chorar
Uma lebre na contra mão

De repente alguém me pára
Expressão de amor e fala
Temos todos por um favor
Compreendo com o tempo
Que para te é um tormento
Morrendo mais carente
Destrói e sai
De forma do contrário na frente
No primeiro passo foge
No segundo passo
Tempo de explodir
Tem medo de usufruir
Todos quem lhe ama
Tem medo da fama
Vivendo na lama
Não querendo nada
Por isso que canta
Por isso que dança
Essa lebre na contra mão
O valor do zero

Quando o zero está só
Não se pode dizer
Que vale alguma coisa nos números
É apenas nada sobre nada
Que muitas vezes se faz de fada
E amada por acompanhar
Outros números
Que lhe compõem
Dizer ou escrever
E ver os números maiores
E diz o seu valor
Do amor dos números
Que gostam dos zeros
E muitas vezes estarão
E não quer calar
Por falta do zero
Só faltam falar
Quero-te zero
Em cada coração

Entre destinos que me guardam
A felicidade a procuro
Mas só encontro falsidades
Nos sorrisos escondidos
Todos no mesmo castigo
A procura sem cessar
Nessa corrida louca
Para na vida encontrar
A felicidade estar em jogo
Vamos todos enfrentando
Juntos unidos um irmão
Na paz do amor no coração
Teremos de enfrentar
Vamos todos na mesma canção
Juntos todos uns amigo
Todos juntos um só irmão
Transcrição”

Uma vela escura
A Vera estuda
Com uma vela
Em um quarto escuro
A Vera estuda
A vela transborda de amor
No escuro do quarto
A vela
Vera
Nela
Que encanta na fila
Quer poder ser a Vera
Uma atriz de passarela
Que pobre pensa ela
Sozinha no quarto escuro
Com a mesma vela
Que dura
Dura no escuro
Então me vem a pensar
Na vela e na Vera
Que vaia no meu quarto
Todas as noites
Com uma vela escura
A Vera estuda
A Liane
Recordo como foi
O nosso primeiro beijo
Certamente queria dar
Esse grande amor a amar
Falta algo que não te falei
E a amo com toda força
Do meu coração
Não faz assim ele sofrer
Segundo beijo
Um apaixonar por completo
Esperei você para me amar
No terceiro
Talvez um último adeus
O último que me deu
Fora o último


Velho mundo

Eu acordo bem cedo de tudo
Eu acordo bem tarde
Guardando os velhos
Os novos de tudo
Olhe aquela distancia
Por longas estradas tem
De enfrentar o asfalto
De enfrentar as viagens
De se afastar da felicidade
Não vá querido
Porque aqui é seu lugar
Que estar aqui o seu amor
Seu único e verdadeiro
Volte amor
Louvando a você
Por a felicidade

Trajes de bêbedo
Pela qualquer rua
Vem malandro
Vem ver a lua
Que passa
Que pesca
Em ir pescar
Que ama
Engana-se com o mundo
Pensa ser um bar
Calcula com a malandragem
É um viajante
Sofrendo de medo
Quer fulgir
Do que se traça
Nas carreiras da vida
Estica-se para poder alcançar
Pensando na fraude
Ficando bêbedo se esconde
Chora pensa que chora de contente
No fundo se engana
Morrendo na sarjeta sem fama
Quem irá quem vai pensar
Recomeça tudo outra vez
Tudo repetitivas vezes
Até encontra a felicidade que não existe

No mundo

Ver-se o mundo querendo
Às vezes não tendo
Certamente vai morrendo
No verdadeiro apuro
Ver-se o mar secar
Os homens a se matar
E quem vai poder amar
Das grandes formas?
Ver-se o céu escurecer
Tudo nele a morrer
Com o tempo sumindo
Com a moda de um mundo
As estrelas talvez nem brilhem
É neste sonho
Que dera pouco
Que o mundo não existia
E eu aqui triste
Vendo o mundo que resiste
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Parágrafo a vida de João
Fosse ou não
Aquele medo de viajar
Teria de enfrentar
Aqueças coisas para se salvar
De vir para cidade grande
Sofrer para com isso sustentar
A família que morre de fome
Nessa seca do sertão
Mal via o outrora
Iam à mulher e os filhos
A viajar no pau-de-arara
Fulgindo da seca do sertão
Deixando amigos e saudades por
È das leis ou dos homens?
Vejo-me no aquele tempo
Procurando uma resposta
Por que é que eu não canto
Sendo por tanto um poeta
Pensei e não refleti
Não foi por causa do mal
Mas, pelos homens que o fazem
Não procurando a verdade
Querendo culpara a todos
Vendo a lei como um instrumento
De sua total liberdade
Culpando crimes praticados
Protegendo o seu lado
Quem está contra eles
Que detêm as leis
Serão culpados de forma
Como serão os antigos reis
Um lado falando que é crime
Esse lado da justiça
Mas quem caça mística
Traz a raiva e querem o perdão
Por isso dizem
Que é para nova geração
Á perdão que não devia
Colocar todas as razões
De saber o que é da lei
Um tira calado
Às vezes tu trazes a opinião
Perdão no coração
Ainda pensão que é compreensão
Obrigado a falar a natureza
Para se salvar da morte
Mercadores
Eu sempre contemplo
As coisas do passado
Dos mercadores do tempo
Que ficaram na memória
Se quiser podia mudar
A forma de qualquer ano
Podia até mudar as formas
De quem tem jeito de amor
Traziam no peito a sigla do sole da lua
Eram eles grandes
Do céu da terra do tempo do espaço
Existia gente entrando no universo
Certa tarde planejou explorar
O tempo universal
Havendo um defeito na nave
Caíra numa terra medieval
Explodindo os mercadores
Morrendo no tempo sideral
Ainda hoje me lembro
Do aquele tempo
Dos mercadores do tempo
Procure e não encontrarás
Saudade nº 01

A liberdade está na cara
Será que está na saudade
Ou será que me faz sentir
Esse amor por ela, ó saudade!
Por que não vai chamá-la
Ó saudade
Invade o coração de ela
Vai saudade dizer a ela
Que a espero e a quero
Diz que eu quero seu amor
Ó saudade
Invade o coração de ela
Diz que ela pensa em me
Porque sem amarei
Veja meu pranto
Diz a ela que dou seu perdão
Ai com dói esse coração
Vai saudade dizer a ela
Só quero amar só a ela
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