12/04/2007
O rato corre pelos cantos
Da grande casa
Meus olhos atentos
Como de um gato
Vacilam em olhar
Pensei em ser uma outra
Que não fosse o que pensava
Algo inevitável dos grandes
13/04/2007
Vejo TV na madrugada
No silencio cinicamente
Ele aparece para comer
Restos de pipoca
Que deixei cair ao chão
Bem de vagar ele estaciona
Sempre frente a me
Com seus brilhantes olhos
Com suas mãos ágeis
Sempre a comer
Não faço nem um movimento
Observo o rato e a TV.
Tenho alegria de tolo
Todas as noites
Para minha companhia
Deveras é um rato jovem
Dentro da jovialidade
Nem percebendo perigo
Dos ratos velhos
Sábios que morrem
A sua graciosa aventura
Um dia terá o seu fim
Provavelmente como os velhos
Morrerá também assim
Meu sono chega e adormeço
Logo outro dia amanhece
Da longa noite acabada
Na companhia do rato

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