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segunda-feira, 28 de março de 2011

085/07

12/04/2007
O rato corre pelos cantos
Da grande casa
Meus olhos atentos
Como de um gato
Vacilam em olhar

Pensei em ser uma outra
Que não fosse o que pensava
Algo inevitável dos grandes

13/04/2007
Vejo TV na madrugada
No silencio cinicamente
Ele aparece para comer
Restos de pipoca
Que deixei cair ao chão

Bem de vagar ele estaciona
Sempre frente a me
Com seus brilhantes olhos
Com suas mãos ágeis
Sempre a comer

Não faço nem um movimento
Observo o rato e a TV.
Tenho alegria de tolo
Todas as noites
Para minha companhia

Deveras é um rato jovem
Dentro da jovialidade
Nem percebendo perigo
Dos ratos velhos
Sábios que morrem

A sua graciosa aventura
Um dia terá o seu fim
Provavelmente como os velhos
Morrerá também assim

Meu sono chega e adormeço
Logo outro dia amanhece
Da longa noite acabada
Na companhia do rato

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