50/1980 – 06/10/1980
“Meu salvador e do povo”
Quero vê-me neste tormento
De falar sobre tudo que não
se faz
Um se quer contentamento
Mas será que é este modo
Falar que não estar no
testamento
Fico noites inteiras a me
perguntar
Coisas estranhas das entranhas
Essa forma de tudo de amar
E que sou um louco
Nas fúrias de tudo
Que pensa nesse penar
Que sempre ama no verbo amar
Veio certa vez a sofrer
Desse meu culpado corpo
Morrendo entre corpos
E sem minha alma sempre
Progredindo em pecados
Mais outro dia saberá
Que esses gritos de falas
Ficará na mesma tolices
Não lhe contei que de tudo
eu chorei
De tanto sofrer ao cair do
final do dia
As minhas salvações veriam
Outro dia a salvar-me
Com tudo sobre a denuncia
Que sempre ficou

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