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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

21/10/1995

Como a um espectador eu via o relógio
A cada momento batia um segundo
E assim me vieram esse momento frágil
Neste viver do meu mundo

Em cada sessenta segundo um minuto
Que me desdobrava a mente
Porque nestes frágeis segundo o momento
Que toda minha mente sente

E em cada sessenta segundo uma hora
Passava sem nem eu ao menos perceber
Como na vida, viva não pára,
A minha frustração vem a receber

A cada hora um dia a mais vinha
E logo percebi que passou uma semana

Olhei-me pelo espelho me via velho
Passaram vários meses
Um ano e vieram dez anos
Todas as frustrações fizeram-me chorar

Hoje vejo
Estou velho
Sempre me pergunto
O que eu fiz

Só a tristeza que passa
Desapercebido pelos mortais
De nada de mim resta
Desses meus dias fatais

Deprimido como a um comprimido
Eu me busco sempre a procurar

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